Sábado, 18 de Setembro de 2010
A nossa verdadeira nacionalidade é a humanidade
("The Outline of History" Henry Wells)
Terça-feira, 27 de Abril de 2010
«Privatize-se tudo, privatize-se o mar e o céu, privatize-se a água e o ar, privatize-se a justiça e a lei, privatize-se a nuvem que passa, privatize-se o sonho, sobretudo se for diurno e de olhos abertos. E finalmente, para florão e remate de tanto privatizar, privatizem-se os Estados, entregue-se por uma vez a exploração deles a empresas privadas, mediante concurso internacional. Aí se encontra a salvação do mundo... e, já agora, privatize-se também a puta que os pariu a todos.»
José Saramago - Cadernos de Lanzarote - Diário III - pag. 148
Quinta-feira, 18 de Fevereiro de 2010
A princípio bastaria ter saúde, dinheiro e amor, o que já é um pacote louvável, mas nossos desejos são ainda mais complexos. Não basta que a gente esteja sem febre: queremos, além de saúde, ser magérrimos, sarados, irresistíveis. Dinheiro? Não basta termos para pagar o aluguel, a comida e o cinema: queremos a piscina olímpica e uma temporada num spa cinco estrelas. E quanto ao amor? Ah, o amor... não basta termos alguém com quem podemos conversar, dividir uma pizza e fazer sexo de vez em quando. Isso é pensar pequeno: queremos AMOR, todinho maiúsculo. Queremos estar visceralmente apaixonados, queremos ser surpreendidos por declarações e presentes inesperados, queremos jantar a luz de velas de segunda a domingo, queremos sexo selvagem e diário, queremos ser felizes assim e não de outro jeito. É o que dá ver tanta televisão. Simplesmente esquecemos de tentar ser felizes de uma forma mais realista. Ter um parceiro constante pode ou não, ser sinônimo de felicidade. Você pode ser feliz solteiro, feliz com uns romances ocasionais, feliz com um parceiro, feliz sem nenhum. Não existe amor minúsculo, principalmente quando se trata de amor-próprio. Dinheiro é uma benção. Quem tem, precisa aproveitá-lo, gastá-lo, usufruí-lo. Não perder tempo juntando, juntando, juntando. Apenas o suficiente para se sentir seguro, mas não aprisionado. E se a gente tem pouco, é com este pouco que vai tentar segurar a onda, buscando coisas que saiam de graça, como um pouco de humor, um pouco de fé e um pouco de criatividade. Ser feliz de uma forma realista é fazer o possível e aceitar o improvável. Fazer exercícios sem almejar passarelas, trabalhar sem almejar o estrelato, amar sem almejar o eterno. Olhe para o relógio: hora de acordar! É importante pensar-se ao extremo, buscar lá dentro o que nos mobiliza, instiga e conduz, mas sem exigir-se desumanamente. A vida não é um jogo onde só quem testa seus limites é que leva o prêmio. Não sejamos vítimas ingênuas desta tal competitividade. Se a meta está alta demais, reduza-a. Se você não está de acordo com as regras, demita-se. Invente seu próprio jogo. Faça o que for necessário para ser feliz. Mas não se esqueça que a felicidade é um sentimento simples, você pode encontrá-la e deixá-la ir embora por não perceber sua simplicidade. Ela transmite paz e não sentimentos fortes, que nos atormenta e provoca inquietude no nosso coração. Isso pode ser alegria, paixão, entusiasmo, mas não felicidade.
Mario Quintana
Segunda-feira, 15 de Fevereiro de 2010
Segunda-feira, 25 de Janeiro de 2010
“Não há ninguém que veja o mundo com uma visão pura de preconceitos. Vê-o sim, com o espírito condicionado por um conjunto definido de costumes e instituições e modos de pensar.
(…) A história de Vida individual de cada pessoa é, acima de tudo, uma acomodação aos padrões (de forma e de medida) tradicionalmente transmitidos na sua comunidade de geração para geração.
Desde que o indivíduo vem ao mundo, os costumes do ambiente em que nasceu moldam a sua experiência dos factos e a sua conduta”.
Ruth Benedict (1977) Padrões de Cultura
Os padrões são as normas, são as regras. A passagem do tempo altera os padrões. O padrão, a norma, é aquilo que modela a nossa maneira social de ser.
A CIDADANIA NO CONTEXTO FILOSÓFICO
"Cidadania" é um termo cujo significado filosófico difere do seu uso quotidiano. No discurso quotidiano, a cidadania é entendida como sinónimo de "nacionalidade", referindo-se ao estatuto legal das pessoas enquanto membro de um país em particular.
SER CIDADÃO
Ser um cidadão implica ter certos direitos e responsabilidades, mas estes variam imenso de país para país, de região para região, de maioria para minoria(s)…
Nos contextos filosóficos, a cidadania refere-se a um ideal normativo substancial de pertença e participação numa comunidade política. Ser um cidadão, neste sentido, é ser reconhecido como um membro pleno e igual da sociedade, com o direito de participar no processo político. Como tal, trata-se de um ideal totalmente democrático.
A CONCEPÇÃO DE “CIDADANIA COMO DIREITOS”
Numa concepção de "cidadania como direitos", na perspectiva de T.H.Marshall (1950), os direitos de cidadania têm três categorias: direitos civis, que surgiram na Inglaterra no século XVIII; direitos políticos, que surgiram no século XIX; e direitos sociais — por exemplo, a educação, saúde, fundo de desemprego e reforma — que se estabeleceram no século XX. Ou seja para Marshall, o culminar do ideal de cidadania é o estado-providência. Ao garantir direitos civis, políticos e sociais a TODOS, o estado-providência assegura que todos os membros da sociedade podem participar plenamente na vida comum da sociedade.
A CIDADANIA É…
A cidadania não é apenas um estatuto, definido por um conjunto de direitos e responsabilidades. É também uma identidade, uma expressão da nossa pertença a uma determinada comunidade. Além disso, é uma identidade partilhada, comum a diversos grupos na sociedade. Logo, a cidadania tem uma função integradora.
A CIDADANIA E OS GRUPOS MINORITÁRIOS “EXCLUÍDOS”
Alargar os direitos de cidadania pode ajudar a integrar grupos previamente excluídos, como a Comunidade Surda, na Sociedade.
Em Portugal a Comunidade Surda sente-se ainda sente-se ainda bastante excluída do seio da sociedade, apesar de possuir direitos iguais de cidadania.
A verdadeira Cidadania terá de reflectir a verdadeira identidade sociolinguística e as formas de sub-cultura que nos distingue, as nossas "diferenças".
OS DIREITOS COMUNS DE CIDADANIA E AS PESSOAS SURDAS
Penso que os direitos comuns de cidadania, definidos pela Sociedade ouvinte, e FEITOS para ela, só permite que a Comunidade Surda possa integrar-se completamente através do que Iris Marion Young chama "cidadania diferenciada" (1989).
Isto é, os membros da Comunidade Surda devem ser integrados na Sociedade não apenas enquanto indivíduos, mas também através do grupo, e os seus direitos devem depender em parte da sua pertença ao grupo, ou seja “todos no mesmo saco”.
ONDE ESTÁ A CIDADANIA DOS CIDADÃOS SURDOS?
Onde está então a nossa Cidadania? Eu muitas das vezes sinto-me um Cidadão de segunda, de terceira, ou seja um cidadão com deveres mas quase sem direitos…
Como Pessoas Surdas apenas exigimos os nossos direitos de maior inclusão, e maior participação, nas decisões da Sociedade.
Sentimo-nos sub-representados no processo político, queremos que o Currículo Escolar reconheça a especificidade da nossa Comunidade e nos proporcione um Ensino que nos permita um total acesso a uma Total Cidadania.
Defendemos que é necessário o reconhecimento e a aceitação plena da nossa "diferença" para assegurar uma real integração…
Sábado, 26 de Dezembro de 2009

Você pode ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes, mas não se esqueça de que a sua vida é a maior empresa do mundo. E você pode evitar que ela vá a falência. Há muitas pessoas que precisam, admiram e torcem por você.
Gostaria que você sempre se lembrasse de que ser feliz não é ter um céu sem tempestade, caminhos sem acidentes, trabalhos sem fadigas, relacionamentos sem desilusões.
Ser feliz é encontrar força no perdão, esperança nas batalhas, segurança no palco do medo, amor nos desencontros.
Ser feliz não é apenas valorizar o sorriso, mas reflectir sobre a tristeza. Não é apenas comemorar o sucesso, mas aprender lições nos fracassos. Não é apenas ter júbilo nos aplausos, mas encontrar alegria no anonimato.
Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver, apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise.
Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e tornar-se um autor da própria história. É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar um oásis no recôndito da sua alma. É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida.
Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos. É saber falar de si mesmo. É ter coragem para ouvir um “não”. É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta.
Ser feliz é deixar viver a criança livre, alegre e simples que mora dentro de cada um de nós. É ter maturidade para falar “eu errei”. É ter ousadia para dizer “perdoe-me”. É ter sensibilidade para expressar “eu preciso de você”. É ter capacidade de dizer “amo-te”. É ter humildade da receptividade. Desejo que a vida se torne um canteiro de oportunidades para você ser feliz…
E, quando você errar o caminho, recomece.
Pois assim você descobrirá que ser feliz não é ter uma vida perfeita. Mas usar as lágrimas para irrigar a tolerância. Usar as perdas para refinar a paciência. Usar as falhas para lapidar o prazer. Usar os obstáculos para abrir as janelas da inteligência.
Jamais desista de si mesmo.
Jamais desista das pessoas que você ama.
Jamais desista de ser feliz, pois a vida é um espectáculo imperdível, ainda que se apresentem dezenas de factores a demonstrarem o contrário.
Segunda-feira, 5 de Outubro de 2009